João Dória aumenta ICMS e empresas ameaçam fechar as portas em São Paulo

governo paulista não atendeu aos apelos das entidades de distribuição de veículos, que agora pretendem ingressar com ação na Justiça para anular o aumento de ICMS que passou a vigorar a partir da sexta-feira, 15. Houve elevação de 207% no tributo estadual nas transações de usados, com majoração na alíquota de 1,8% para 5,3% sobre o valor de venda do bem, e ao mesmo tempo a tributação sobre modelos zero-quilômetro subiu de 12% para 13,3%. Os aumentos foram feitos por meio de decreto em outubro passado, mas em 31 de dezembro o Executivo estadual reajustou novamente o imposto, que a partir de 1º de abril sobe a 14,5% para veículos novos e a 3,9% para os de segunda-mão. Na quinta-feira, 14, representantes das associações de concessionárias, Fenabrave, das revendas independentes, Fenauto, e o sindicato dos distribuidores de veículos no Estado, Sincodiv-SP, tentaram sem sucesso reverter o aumento do ICMS em uma reunião de mais de uma hora na sede do governo paulista com os secretários estaduais Mauro Ricardo Costa (Planejamento) e Henrique Meirelles (Fazenda). Com isso, as entidades pretendem se unir e já estão se movimentando para contratar advogados tributaristas. A intenção é ajuizar uma causa conjunta contra a elevação da carga tributária em São Paulo.

“Não conseguimos absolutamente nada na reunião, não quiseram entender nenhum dos muitos argumentos que colocamos contra esse aumento absurdo, que vai aumentar a informalidade, fechar lojas e causar desemprego – e isso vai reduzir a arrecadação em vez de aumentar”, protestou Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto.



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